Como o reajuste impactará meu bolso?

Prepare-se, porque a conta de luz vai ficar ainda mais cara. De acordo com especialistas, a expectativa é de que, em vez da alta de 20% inicialmente cogitada, a agência decida por um reajuste bem maior, de 70%, que vai ter forte impacto na inflação.

Atualmente, o adicional da bandeira está em R $6,24 para cada 100 quilowatts consumidos por hora (kW/h). Essa taxa extra é utilizada para custear o acionamento das usinas térmicas a diesel e a gás, devido ao baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, que, até o fim de 2021, deve atingir o menor patamar dos últimos 90 anos.

A chamada bandeira vermelha nível 2 passou de R$6,24 para R$9,49 a cada 100 quilowatts-hora(KWh) consumidos, puxado né?!


Esse novo adicional valerá a partir deste mês. Porém, esse não será o único aumento. A Aneel abriu uma consulta pública para uma segunda correção de valores. Essa proposta prevê que a bandeira vermelha 2 possa ser elevada para até R$11,50, a partir de agosto,


A conta de luz mais salgada, porém, vai afetar praticamente todos os setores da economia. O economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio de Souza Leal, que prevê um reajuste de 70% na bandeira, estima um impacto de 0,40 ponto porcentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve passar de 5,80% para 6,20%. O teto da meta de inflação deste ano está em 5,25%.

“Podemos ver isso como um copo meio cheio ou meio vazio. Se, por um lado, aumenta mais a inflação deste ano, que já está perdida mesmo, por outro, reduz o impacto para o ano que vem no IPCA”, afirmou. “Quanto maior for o valor da bandeira deste ano, menos resíduo deverá ser pago no ano que vem nos reajustes anuais das distribuidoras”, explicou.

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