Vale a pena adotar energia solar em prédios públicos?

O pensamento natural é que a principal vantagem da energia solar é o custo mais baixo e a autonomia no abastecimento que essa tecnologia pode gerar, o que de fato é verdade.


Porém, há uma vantagem mais estrutural do ponto de vista de gestão pública, olhe só:

Para adotar energia solar, os prédios públicos precisam antes aplicar ações de eficiência energética, que consiste em otimizar o uso de energia para fazer as mesmas coisas com um menor consumo, por exemplo: por meio da troca de lâmpadas antigas por lâmpadas LED de menor consumo, troca de equipamentos de ar condicionado (que nas regiões quentes podem ser a maior fonte de consumo), ou mesmo fazendo reformas nos prédios para melhorar o conforto térmico e diminuir o desperdício de energia.

A nova postura baseada em eficiência energética é um ganho importante para a administração pública como um todo, porque cria condições para várias outras inovações, como a gestão automática de luminárias e temperaturas nos prédios, que já é possível com baixos investimentos.


Uma vez que os prédios tenham um consumo eficiente de energia, sem desperdícios, é possível pensar na instalação de sistemas fotovoltaicos, que podem contribuir para instalações ainda mais sustentáveis, tanto desde o ponto de vista ambiental, quanto do ponto de vista financeiro.

À primeira vista, o custo de um sistema de geração distribuída pode parecer alto, mas o investimento em energia solar é de longo prazo, considerando que o ciclo de vida de um sistema fotovoltaico é de 25 a 30 anos. Levando em conta os preços atuais dos sistemas, e as tarifas elétricas, o retorno financeiro pode se dar em até em 5 anos! O que vier a mais do que isso, é só ganho!

Não imaginava que adotar a energia solar em prédios públicos, pudesse trazer tantos outros impactos positivos além da economia com a conta de luz, não é?


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